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Galeria de ArteExposição: “Criaturas” Contatos com a artista: Rua Nilo Antônio Gazire, 120/101 – Bairro Estoril - Belo Horizonte. A exótica fauna de Tuscha
Pinturas do artista plástico Tuscha estarão na próxima mostra da Galeria de Arte do Fórum Lafayette a partir do dia 19 de novembro. A exposição, intitulada “Criaturas”, permanecerá até o dia 19 de dezembro. Usando como suporte madeira de demolição, o artista reúne, em sua “exótica fauna”, “inofensivos” animais, anjos, Frankenstein e pin ups que representam o consumismo americano. Ele explica que fez uma “brincadeira com a natureza dos homens e a dos animais, mostrando a subversão do homem tentando criar a sua própria criatura”, referindo-se a mais atual experiência humana: a clonagem. Para Tuscha, o homem interfere no meio em que vive, criando mundos e criaturas. Já o animal se adapta ao meio. “O homem é parte da loucura social, ele tem que ser o the best. Por isso, é prepotente diante da natureza, destruindo recursos, desarmonizando o seu ambiente”, reflete. De acordo com o escritor mineiro José Rezende Júnior, as obras de Tuscha pretendem nos mostrar que todas as criaturas pertencem à mesma fauna; porém, a humana está sempre em desarmonia. “De um lado, a placidez dos animais, selvagens ou domésticos; do outro, o desassossego dos chamados seres humanos, nós, que, incapazes de domar nossa própria natureza, investimos selvagens contra a outra Natureza, e, portanto, contra nós mesmos”, observou. Formação e trabalhos realizadosNascido em Belo Horizonte, Tuscha é graduado pela PUC - Minas em Comunicação Social /Jornalismo, com larga experiência nas áreas de Comunicação, Artes Plásticas e Educação. Fez pós-graduação em Licence Arts Plastiques em Paris. Na Escola Guignard especializou-se em Pintura. Cursou Antroposofia na Sociedade Brasileira de Antroposofia (Sbma) e, atualmente, está cursando Arte Terapia Antroposófica. Devido à sua formação em Antroposofia, o artista tem-se dedicado mais à arte terapêutica. “A antroposofia tem uma visão mais holística do homem e traz uma alternativa de tratamento de saúde pela via da arte, da criatividade”, explica. Para ele, todas as pessoas têm a capacidade da criação, porém são tolhidas pela sociedade. “A sociedade não suporta conviver com as pessoas que estão no seu limbo; através do canal da arte essa coisa fica mais possível”, avalia. Tuscha lecionou em várias escolas especiais, como a Alcinda Fernandes, onde dava aulas para crianças com dificuldades de audição e fala e com síndrome de Down. Foi monitor de artes, participando e organizando oficinas para pacientes na Clínica Psiquiátrica Central Psíquica. Nos Centros de Convivência Cézar Campos, Carlos Prates, Venda Nova e Barreiro, todos da Prefeitura de Belo Horizonte, atuou como monitor e/ou coordenador de oficinas de artes para os pacientes. Ele conta que se dedica a esse tipo de trabalho há 10 anos e percebe como a arte estabiliza quadros e socializa os indivíduos. O artista também construiu cenários para espetáculos teatrais, como “Rua das Flores” do Centro de Criação Cênica Tarcísio Ramos Homem, participante do Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua de Belo Horizonte (Fit) e Festival Internacional de Dança (Fid), em 2000; “Dama da noite”, da obra de Caio Fernando Abreu, da Cia Drástica, em 2007, e “Trem Tam Tam”, em 2006. Criou as capas dos livros “Círios velados” e “O conto da lareira apagada”, ambos de Irene Mello Neves. Fez ilustrações no Suplemento Literário do Diário Oficial de Minas Gerais, em 1997. Criou encartes nos CD’s de Cris Vianna (2007), Trem Tam Tam (2002), Copo Lagoinha (2000) e Xaranga Voodu (1999). Participou de diversas exposições individuais, dentre elas “A todos os povos da terra”, no Museu de Arte Religiosa de Cabo Frio/RJ, em 1990; Cremaillere – Vernissage, em Paris, 1991; e, em 1989, no Espaço Cultural Thompson Flores, em Belo Horizonte. Das coletivas, destacam-se: “Mostra de arte” e “Mostra Mulher” no Centro Cultural Mercado da Lagoinha, em Belo Horizonte , em 2001; “Mostra de Arte Contemporânea” no Centro Cultural da Fundação Acesita, em Timóteo/MG, em 1996. Em Paris, “Paigaile a Pigalle - Au Ritz”; “Prix Petits Formats”, Espace Latino American; “Passarga Soireé D`Éte - Neauphle Lê Viex”, em 1993 e “Y a Bon Arts”, em 1992. Participou de mostras no IV Salão de Artes da Aeronáutica, em 1988, e no Salão de Artes da Fundação Clóvis Salgado, em 1984, ambos em Belo Horizonte. A Galeria de Arte do Fórum integra o Espaço Cultural Fórum Lafayette, coordenado pela Assessoria de Comunicação Institucional – Fórum Lafayette, com o apoio da Direção do Foro da comarca de Belo Horizonte. A Galeria de Arte do Espaço Sóciocultural do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais tem por objetivo promover e divulgar exposições artísticas, temáticas e de cunho histórico-cultural. Durante o período de apresentação das exposições, a Galeria do TJ estará aberta ao público de segunda a sexta-feira, no horário das 8h30 às 18h30. O Conselho Curador da Galeria de Arte e Cultura do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais foi designado pela portaria 2.254/2008. |
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